O setor comercial, atacado e varejo representava, em1995, cerca de 30% do Valor Adicionado Fiscal gerado no município. Incluindo o Setor Serviços, este volume atingiu 46,75% de todo VAF gerado. Em 2005 estes índices atingiram respectivamente 32,91% e 55,07%.. Isto significa que um terço do segmento "Serviços e outros" é gerado exclusivamente pelo comércio, especialmente o varejista, e o setor como um todo é responsável por mais da metade do Valor Adicional Fiscal gerado em Lajeado nos últimos anos.
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Pelos dados da RAIS de 1999 o setor comercial empregava 3.597 pessoas. Dessas, 2.826 ou seja, 78,57% trabalhavam em empresas pequenas com menos de 50 empregados. Os restantes 771, representando 21,43% trabalhava em empresas médias de 50 a 249 empregados.
Até 2004 ampliou-se significativamente o contingente de empregos nos estabelecimentos de até 4 empregados atingindo 1.300 postos de trabalho, mantendo-se com uma represetnatividade de 25% sobre o volume de empregos existentes no Setor Comercial em Lajeado, apesar de, em 2001, esta participação ter estado em 27,4%.
Outro segmento que apresentou uma boa performance é a do segmento de empresas que têm entre 50 a 99 empregados, cuja representatividade, em 2004, alcançou 14% do emprego total do comércio em Lajeado, contrastando com o ano de 2000 quando este segmento representava apenas 7,16%.
Lajeado, por natureza, apresenta um setor comercial bastante diversificado, composto por inúmeras micro ou pequenas empresas. Por este motivo, não há estabelecimento comercial com mais de 250 empregados. Ao avaliarmos os estabelecimentos com até 50 empregados, teremos mais de 80% dos empregados colocados neste segmento, remancescendo apenas 18% de empregados em empresas comerciais com mais de 50 empregados.
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Ainda pelos dados da RAIS, 35,92% dos empregados no comércio, em 1999, ganhavam até 2 salários mínimos. Já 47,93% recebiam de 2 a 5 salários mínimos. Esta estrutura se modifica substancialmente nos anos seguintes. O volume dos que percebem até 2 salários mínimos passa a representar, em 2003, mais da metade (57,33%) e em 2005 quase dois terços (62,42%) da mão-de-obra empregada no setor comercial. No segmento dos que recebem entre 2 a 5 salários mínimos, há um total inversão ao segmento anterior, pois enquanto, em 1999, havia cerca da metade dos contratados (47,93%) nesta faixa salarial, esta participação se reduz para 36,21% em 2003 e para 31,71% em 2005. Os demais segmentos de maior remuneração acompanham esta redução, o que evidencia o forte achatamento salarial a que esta classe profissional vem sendo induzida.
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Avaliando-se o volume de empresas dos setores comercial e de serviços, por ramo de atividade, fica claro o quanto o comércio varejista se mostra presente no município. Em 1999 este segmento representou 44,77% das empresas comerciais e de serviços existentes no município. Em 2005 este segmento se mantém em 43,09%. Em segundo plano se apresenta o segmento de "Serviços de alojamento, alimentaçao, reparaçao, manutençao", seguido de perto pelo ramo do "Comércio e Administração de Imóveis" e do "Comércio Atacadista". O conjunto de empresas comerciais e de serviços, entre 1999 e 2005, se ampliou em 35%.
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