Drenagem de Águas Pluviais
A macro-drenagem de águas pluviais no município de Lajeado está baseada nos arroios Saraquá, Engenho e Encantado, sendo alguns deles já canalizados nas áreas mais densamente ocupadas. O sistema de micro-drenagem é constituido por um conjunto de tubulações executadas em concreto com escoamento por gravidade tendo diversos pontos de lançamento nos arroios acima citados e rio Taquari.
Recursos Hídricos
Lajeado situa-se no trecho inferior da bacia hidrográfica Taquari-Antas, junto à sua margem direita, fazendo parte da região da Depressão Central, sub-região rio Pardo-Taquari, a qual abrange 14 (quatorze) municípios, todas sub-bacias pertences à Bacia Hidrográfica do Guaiba.
O município de Lajeado é banhado pelos arroios Forquetinha, Alegre, Araguarí, Porongos e o Abelha. Na zona urbana ocorrem os arroios Saraquá, Engenho e Encantado. Em geral, pode-se observar que o município é bem servido na questão de recursos hídricos.
O arroio Saraquá tem suas nascentes a oeste do município de Santa Clara do Sul, desenvolvendo-se no sentido sudoeste em direção ao bairro centro até desembocar no Rio Taquari, com uma extensão de aproximadamente 12 Km. O arroio Encantado, um de seus principais contribuintes, corta a área mais urbanizada da cidade, com uma extensão de 3,3 Km, sendo canalizado em pontos aonde já não é mais possível mante-lo como canal aberto.
Outros contribuintes ao arroio Saraquá somam uma extensão de aproximadamente 38 Km atingindo a zona sudoeste/noroeste da área mais ocupada da cidade, demonstrando que a bacia do Saraquá é responsável pela drenagem de pelo menos 50% da área superficial mais urbanizada da cidade. O Mapa Temático - Bacias e Recursos Hídricos mostra o potencial em recursos hídricos e bacias hidrográficas do município.
O arroio Engenho, com uma extensão de aproximadamente 3,8 Km; com sua nascente nas imediações da rua Paulo Emílio Thiesen, Bairro Olarias, setor 15, da planta cadastral da cidade, desenvolvendo-se no sentido noroeste/sudoeste, atravessa a área central da cidade, e desemboca no Rio Taquari.
Sistemas de Drenagem superficial e galerias
Na área urbanizada a drenagem das águas pluviais é feita através de sarjetas e um número reduzido de grelhas horizontais para coleta das águas de superfície nas ruas pavimentadas, conforme apresentado no Mapa Temático - Drenagem Superficial, localizadas em áreas mais baixas do centro da cidade, sendo conduzidas para a rede de esgotamento pluvial. O Mapa Temático - Esgoto Pluvial apresenta a rede pluvial da cidade totalizando uma extensão de aproximadamente 122.007 metros de ruas com este tipo de serviço; em anexo verifica-se a extensão da rede por bairro. O total de ruas com pavimentação na cidade é de aproximadamente 178.170 metros, entre asfalto (46.822 m), paralelepípedo (113.360 m), bloco de concreto (16.757 m) e pedra irregular (1.231 m); medição esta realizada através da utilização de pacote gráfico (Autocad) a partir de mapas do próprio município e fotos de satélite.
Em ruas não pavimentadas, com um total de aproximadamente 256.756 metros, conforme apresentado no Mapa Temático - Drenagem Superficial, a drenagem superficial ocorre de forma aleatória, dependendo basicamente da declividade e das condições das ruas, atingindo os arroios mais próximos onde finalmente encontram-se com o rio Taquari.
O Mapa Temático - Divisores das Bacias Pluviais apresenta os divisores das bacias de escoamento das águas pluviais na área urbana. A definição dos divisores das bacias de escoamento das águas pluviais segue o mesmo critério da divisão adotada pelo projeto ECOPLAN (1997), uma vez que o parâmetro principal para definição das bacias hidrográficas baseia-se na topografia local e localização dos cursos de drenagem.
Inundações
A partir dos aspectos físico-naturais, antrópicos e ambientais da bacia hidrográfica Taquari-Antas obtem-se conclusões sobre o cenário atual na bacia, onde por exemplo a progressiva remoção da vegetação existente, principalmente a cobertura de florestas, tem agravado não só os processos erosivos, mas também os demais fenômenos que interferem no processo hídrico, tais como evapotranspiração, precipitação, infiltração, escoamento, inundações, etc. (Fonte: Secretaria de Obras-RS). Ênfase deve ser dada ao efeito do progressivo revestimento do solo nas áreas urbanas, o que contribui para o aumento da parcela de escoamento superficial durante os eventos chuvosos e maiores picos de cheias. A área urbana do município apresenta problemas de inundações abaixo da cota 27 o Mapa Temático - Áreas Alagadiças e Erosíveis mostra as áreas de maior problema da inundação, exigindo soluções do tipo contenção ou preservação da área.
A precipitação média anual situa-se em torno de 1.500 mm com ocorrência predominante nos meses de inverno e primavera. Esta concentração de pluviosidade provoca freqüentemente enchentes nas áreas baixas, próximas ao Rio Taquari e Forqueta.
As áreas sujeitas a inundações acontecem na cota 27 ou menos, considerada a cota de enchente, devido ao extravasamento do Rio Taquari, que em época de cheia sobe em torno de 15 metros acima do seu nível normal.
Erosão
Junto aos arroios e rios verifica-se o desmatamento de barrancas, além de uma declividade muito acentuada, são as causas principais de erosão, as áreas mais críticas podem ser observadas pela ambiência do meio urbano (Foto de Satélite). São identificadas áreas degradadas, como por exemplo, junto ao curtume Koefender, rua Cruzeiro do sul, onde a falta de fiscalização e/ou regulação do uso do solo promovem problemas de drenagem pluvial, poluição das águas e de erosão do solo.
A não observação ao Código Florestal em relação a faixa de preservação ambiental é outro fator indutor dos processos erosivos, pois a urbanização tem chegado muito próximo dos recursos hídricos que devem ser preservados pela sua importância ambiental.
As áreas de encostas com declividades acentuadas, a exploração agrícola intensa e o uso inadequado do solo resultam em impactos negativos sobre os recursos hídricos, tais como acréscimo de sedimentos provocado pela erosão dos solos, laminar e por sulcos, elevação do escorrimento superficial com aumento da ocorrência de cheias e diminuição da taxa de infiltração e da capacidade de armazenamento dos solos, potecializando os efeitos das estiagens e das chuvas intensas, conforme trabalho desenvolvido pela Secretaria de obras do Estado-RS.
A qualidade dos recursos hídricos também fica afetada pela exploração desordenada dos recursos minerais que são utilizados na construção civil (areia, argila, cascalho, basalto e arenito), com disposição inadequada dos rejeitos e abandono das áreas degradadas, principalmente pelo aumento do transporte de sedimentos e o consequente assoreamento dos cursos de água. Estas características podem ser facilmente observados pela ambiência do meio urbano, em todos os seus aspectos naturais e antrópicos. |